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Com técnico mais experiente, Jotinha quer voltar a jogar Série D

Ary Marques volta ao futebol paranaense para treinar o J. Malucelli após cinco temporadas no Mato Grosso

Ary Marques volta ao futebol paranaense para treinar o J. Malucelli após cinco temporadas no Mato Grosso

 

Os objetivos do J. Malucelli para o Paranaense 2015 são ambiciosos e incluem brigar para ser pelo menos o melhor dos times sem divisão definida na competição e, de quebra, carimbar vaga na Série D. Para isso, “repatriou” o técnico Ary Marques, que passou cinco temporadas no futebol mato-grossense. Marques estava no último domingo (30) no Ecoestádio Janguito Malucelli, casa do Jotinha, vendo a decisão da Terceirona Paranaense entre Andraus e Pato Branco, e falou com o Futebol Metrópole.

“Começamos o trabalho há 15 dias com 15 atleras. Vamos ver se até a metade de dezembro fecharemos o grupo para trabalharmos para uma boa estreia. Nosso objetivo é fazer um grande estadual e brigar entre os primeiros para voltar e fazer um bom Brasileiro”, explicou Ary Marques.

No elenco do time do Barigui já estão confirmadas algumas caras conhecidas como o atacante Bruno Batata, que estava emprestado ao Londrina, os zagueiros Gustavo Lazzaretti e Leandro, o volante Luiz Camargo e o meia Fernando. Além disso, o Jotinha conta com o ex-zagueiro Milton do Ó (“zagueiro não joga Candy Crush”) como auxiliar técnico em uma nova comissão técnica.

A passagem pelo futebol matrogrossense de Ary Marques foi longa. O treinador havia saído da base do Paraná e fez duas ótimas temporadas no Urano, time da Suburbana. Isso chamou a atenção do Cuiabá, que alcançou o acesso para a Série C sob comando do treinador. Além do time Dourado, passou também pelo Operário de Várzea Grande. “Estou com certeza mais experiente. Toda carreira minha foi dentro do Paraná Clube. Aí saí e fui para Cuiabá ficar quatro meses do Estadual e fiquei cinco anos. A gente teve s felicidade de três estaduais e do acesso da D para a C no primeiro ano. Estou mais rodado para recolocar o J. Malucelli no Campeonato Brasileiro”, concluiu.

O J. Malucelli estreia no Paranaense 2015 no dia 1° de fevereiro, às 17 horas, contra o Rio Branco de Paranaguá no Janguito Malucelli.

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Ídolo coxa-branca mora perto do Couto Pereira e mostra alívio por salvação

Cléber Arado foi um dos destaques do Coritiba que venceu o Paranaense de 1999 após jejum de dez anos

Cléber Arado foi um dos destaques do Coritiba que venceu o Paranaense de 1999 após jejum de dez anos. Em duas passagens pelo Coxa, foram 48 gols

 

Ídolo do Coritiba do fim dos anos 90, o atacante Cléber Arado, mora perto do Couto Pereira por vontade própria para acompanhar de perto o time em que se identificou mais durante a carreira e virou torcedor. No último domingo (30), esteve, no entanto, acompanhando uma partida de outras equipes, Andraus e Pato Branco, pela decisão da Terceirona Paranaense, no Ecoestádio. Pouco antes da partida, conversou com a reportagem do Futebol Metrópole, inclusive sobre a situação do Alviverde no Brasileirão, que naquele momento estava praticamente definida com a salvação do rebaixamento.

“Hoje feliz de se manter na primeira divisão, mas um pouco entristecido pelas duas últimas campanhas. Ano que vem temos de melhorar após dois exemplos negativos. Aprendemos para poder voltar a ser o Coritiba da minha época, que buscar vagas, como foi em 1998 até aquele jogo fatídico contra a Portuguesa”, relembrou o ex-atacante. Naquela oportunidade, o Coritiba foi o terceiro colocado da fase de classificação do Brasileirão, mas caiu nas quartas de final do playoff ao perder no Canindé na primeira partida e parar em dois empates nos jogos seguintes no Couto Pereira.

Aquela derrota ecoa até hoje pelas vizinhanças do Alto da Glória, mas serviu de base para o fim de um jejum no ano seguinte, o Campeonato Paranaense, que o Coxa não levantava desde 1989. “Tive uns 80 jogos pelo Coritiba e 48 gols, uma média boa. Mais inesquecíveis foram as finais de 99. A vitória no primeiro jogo e o empate na segunda final e um título cercado de expectativas. Sobre gols bonitos, no Brasileiro de 1998 fiz um contra o Vasco que foi eleito um dos dez mais bonitos da competição”, afirmou o ex-atleta de 42 anos.

Após encerrar a carreira aos 33 anos por problemas no joelho, Cléber Arado manteve-se parcialmente ligado ao futebol. “Estou no meio do futebol, mas também em outro ramo, construção, virei construtor. Estou há três anos e é bem rentável. A partir do momento que começa a entender, toma-se gosto pela situação. Paralelamente faço algumas negociações de jogadores, principalmente em países onde joguei: México, Japão , Espanha. Sempre que vem algum jogador diferenciado, a gente indica”, explicou.

No Ecoestádio, os olhares do antigo dono da 9 coxa-branca estavam direcionados para um camisa 5 de camisa verde, branca e vermelha. “Eu tenho parceria com amigo meu, de São Paulo, o Gaúcho, que detém o passe de um volante do Pato Branco, o James. Estamos  analisando mandar futebol espanhol. Observamos em Pato Branco e gostei muito do que vi. Vou analisar para ver se tem condições”, concluiu o centroavante que também defendeu clubes como Portuguesa, Mogi-Mirim, Guarani, Avaí e Mérida-ESP.

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Andraus é campeão da Terceirona Paranaense – Confira as imagens

Jogadores do Andraus levantam a taça da Terceirona Paranaense. Título veio com virada de 3 a 1 sobre o Pato Branco no tempo normal e resultado de 4 a 2 nos pênaltis

Jogadores do Andraus levantam a taça da Terceirona Paranaense. Título veio com virada de 3 a 1 sobre o Pato Branco no tempo normal e resultado de 4 a 2 nos pênaltis

 

O Andraus conseguiu reverter a desvantagem de 2 a 0 e conquistou o título do Campeonato Paranaense da 3.ª Divisão. A conquista inédita veio com uma vitória de 3 a 1 sobre o Pato Branco, de virada, na tarde de domingo (30), no Ecoestádio, em Curitiba, no tempo normal, e de 4 a 2 nos pênaltis. As duas equipes jogarão a 2ª. Divisão do Paranaense na temporada 2015.

Num jogo de duas expulsões, Sindclei do Andraus aos 12′ do primeiro tempo e o goleiro Harison do Pato Branco ao apito inicial da segunda etapa, o Pato Branco aproveitou a vantagem numérica inicial e abriu o placar com Marcelo Augusto aos 42′ do 1.º tempo.

A expulsão de seu guarda-metas, após discussão com diretores do Andraus, fez com que o Pato Branco recuasse no 2º tempo e aí começasse o show do ponteiro-esquerdo campo-larguense Fabinho. O veloz camisa 11 decidiu a partida em três arrancadas. Na primeira, aos 8′, sofreu pênalti, convertido por Wellington Baroni. Na segunda, aos 28′, deixou Juninho na cara do gol para virar o marcador. Na terceira, um bate e rebate na área sobrou, aos 42′, para Baroni marcar pela segunda vez.

Nos pênaltis, o Andraus converteu suas quatro cobranças com Barbosa, Baroni, Juninho e Bruninho. Dam e Léo Furtado converteram para o Pato. Pedro Henrique parou em Jackson e o chute de Dodô para fora confirmou o título do Gigante da Pedreira.

Durante a semana, o Futebol Metrópole apresentará materiais sobre alguns personagens que estiveram na decisão no Ecoestádio. Não perca! Fique com as imagens da partida:

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Pequeno guia da final da Terceirona Paranaense

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A Terceirona do Paranaense terá seu novo campeão no domingo. Como somos adeptos do Futebol Alternativo, o Futebol Metrópole apresenta um guia (nem tão) conciso para você, que está em Curitiba e região poder ir ao jogo e desfrutar deste espetáculo.

Em primeiro lugar, o jogo é no Janguito Malucelli, no Mossunguê, em Curitiba, ao lado do Parque Barigui. A entrada custa R$ 10 para torcida local e R$ 20 para visitantes. É um retorno a pelo menos 10 anos atrás, quando se praticavam estes preços de maneira contumaz.

Na ida, no Estádio Os Pioneiros, Jonathan e James marcaram para o Pato Branco, dando vantagem de 2 a 0 para o time do Sudoeste. O Pato Branco poderá perder por até um gol de diferença que levanta a taça. Vitória do Andraus por dois gols leva a decisão para os pênaltis. Vitória do Gigante da Pedreira por três ou mais gols leva a taça para Campo Largo.

A Terceirona

Enquanto o Campeonato Paranaense da 1ª Divisão teve sua centésima edição, vencida pelo Londrina, neste ano, a Terceirona tem cartel bem mais modesto: esta é a 15.ª edição, sendo a sétima vez consecutiva (é jogada desde 2008), igualando o recorde do período entre 1997 e 2003. A primeira vez que foi jogada foi em 1991. Só em uma oportunidade não foi a última divisão profissional do Campeonato Paranaense, 2001, quando uma inusitada 4.ª Divisão foi jogada por impressionantes 14 clubes, sendo o Internacional de Campo Largo, conterrâneo do Andraus e atualmente no amadorismo, o campeão.

Galeria de campeões

1991 – Ubiratã

1997- Prudentópolis EC

1998- Nacional de Rolândia

1999- Telêmaco Borba

2000- Renove (Fazenda Rio Grande)

2001- Águia de Mandaguari

2002- Dois Vizinhos

2003- Sport Paraná (Formosa do Oeste)

2008- Serrano Centro-Sul (atual Prudentópolis FC)

2009- Pato Branco

2010- Metropolitano (atual Maringá FC)

2011- Junior Team (Londrina)

2012- Francisco Beltrão

2013- FC Cascavel

A atual competição

A atual edição começou com sete equipes: além de Andraus, que é de Campo Largo, e do Pato Branco, Batel de Guarapuava, Portuguesa Londrinense, Sport Campo Mourão, Cascavel CR e Grecal, este último também de Campo Largo, disputaram o certame. Destes, apenas os dois campolarguenses nunca estiveram na elite estadual. O saldo de gols deixou o Andraus e Pato Branco na decisão, enquanto que o Batel ficou em terceiro. Os três times empataram em pontos e vitórias. Porém, com a desistência do Arapongas na 1.ª Divisão, o Batel também deve ser promovido à Segundona, devendo ocupar o lugar do Foz, que foi promovido pela desistência do time alviverde do Norte.

Os finalistas

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O Andraus é um clube relativamente jovem, com apenas 10 anos de fundação (20/08/2004), sendo que antes existia como escolinha de futebol. A cidade da equipe é Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Com 112 mil habitantes, é conhecida como “A Capital da Louça” por sediar empresas tradicionais do ramo de cerâmica e porcelanas. É próxima à Serrinha do Purunã, fazendo com que tenha diversas pedreiras, originando a alcunha da equipe, o “Gigante da Pedreira”.

Ídolo do Atlético-MG, Diego Tardelli passou pela base do Andraus (Bruno Cantini / Clube Atlético Mineiro)

Ídolo do Atlético-MG, Diego Tardelli passou pela base do Andraus (Bruno Cantini / Clube Atlético Mineiro)

Maior orgulho do Andraus é o atual camisa 9 da seleção, Diego Tardelli, que no Paraná também é conhecido por ser filho do ex-meia Tadeu, multicampeão estadual primeiro pelo Londrina e depois pelo Paraná. Tardelli esteve nas escolinha do Andraus em 2001. O Gigante da Pedreira tem como principal missão revelar jogadores e atualmente tem parceria com o Atlético-PR. Um jogador vindo desta parceria é titular do Furacão: o zagueiro Cléberson.

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O Pato Branco foi fundado em 5/11/1979, portanto tem 35 anos. É resultado de uma fusão entre o Palmeiras e o Internacional, clubes que cederam o verde e o vermelho, respectivamente ao Pato. Pato Branco fica no Sudoeste do Paraná e tem pouco mais de 78 mil habitantes, sendo uma das cidades principais da região. A localidade possui um pólo econômico baseado em eletrônicos e eletrodomésticos. O Tricolor do Sudoeste já esteve por 11 vezes na elite estadual e tem como grande arquirrival o Francisco Beltrão, o Marreco. As duas cidades, inclusive, possuem uma rivalidade acalorada pela liderança da região Sudoeste.

Rogério Ceni, ídolo do São Paulo e pentacampeão com a seleção, nasceu em Pato Branco (Wander Roberto / Vipcomm)

Rogério Ceni, ídolo do São Paulo e pentacampeão com a seleção, nasceu em Pato Branco (Wander Roberto / Vipcomm)

A cidade de Pato Branco tem entre seus orgulhos dois jogadores que estão atualmente no São Paulo. Ambos saíram jovens da cidade e não defenderam o clube. Rogério Ceni atuou no futsal da cidade antes de se mudar para Sinop e lá fazer a transição para o campo. Alexandre Pato foi outra revelação das quadras da cidade, sendo descoberto pelo Internacional durante um torneio realizado em Palmas, cidade próxima.

O estádio

(Site oficial do J. Malucelli Futebol)

(Site oficial do J. Malucelli Futebol)

Palco do jogo de domingo, o Ecoestádio Janguito Malucelli é único. As arquibancadas são de grama, em um barranco e usa estrutura de dormentes de estrada de ferro e antigos postes de madeira. Foi inaugurado em 2007 e pertence ao J. Malucelli. Tem iluminação desde 2013. Seu recorde de público foi o clássico entre Atlético x Paraná, na rodada final da Série B de 2012, quando 6.609 pessoas pagaram ingresso. Naquela oportunidade, o estádio tinha capacidade ampliada por arquibancadas tubulares.

O estádio fica na BR-277, que o separa do Parque Barigui. Desde 2012 há uma passarela no local. Curiosamente, o Andraus tem sede na mesma BR-277, só que em Campo Largo, alguns quilômetros à frente. Logo, é da mesma rua do dono do campo. Curiosamente, uma das rotas de ônibus de viagem entre Curitiba e Pato Branco passa em frente do estádio.

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