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Vila Sandra e Capão Raso se reabilitam na Copa de Futebol Amador

Após derrotas em suas estreias, Vila Sandra (E) e Capão Raso (D) reencontram a vitória na Copa de Futebol Amador

Após derrotas em suas estreias, Vila Sandra (E) e Capão Raso (D) reencontram a vitória na Copa de Futebol Amador

A rodada deste sábado (9) no José Carlos de Oliveira Sobrinho marcou a reabilitação de duas equipes na Copa de Futebol Amador da Capital. Pelo Grupo B, na preliminar, o Vila Sandra bateu o Imperial em um bom jogo por 3 a 1. Pelo Grupo A, no jogo de fundo, o Capão Raso suou para bater o Vila Fanny por 2 a 1 em uma partida em que chegou a ter dois jogadores a mais em campo.

Agora, no Grupo A, o Vila Fanny caiu para a segunda posição, com três pontos, saldo zero e cinco gols marcados, números rigorosamente iguais ao Palmeirinha, com o Capão Raso na quarta colocação com mesmo número de pontos e mesmo saldo, mas apenas três gols marcados. No Grupo B, o Vila Sandra é o quarto colocado com três pontos, enquanto que o Imperial é o quinto colocado com nenhum ponto e saldo -3.

Os times envolvidos nesta rodada dupla voltam a campo no próximo sábado, dia 16. O Capão Raso joga às 14 horas contra o Palmeirinha na Arena Vermelha. É o mesmo horário de União Ahu x Vila Sandra no XV de Agosto e de Vila Fanny x Grêmio Ipiranga no Octávio Sílvio Nicco, estádio que recebe às 16 horas o duelo entre o Imperial e o Sergipe.

Vitória pelos pés de Maranhão

No primeiro jogo da tarde, Vila Sandra e Imperial vinham de derrotas na estreia e fizeram um bom espetáculo com vitória alvinegra por 3 a 1.

O placar foi aberto aos 19 minutos da etapa inicial pelo Vila Sandra, quando Pedro lançou Adriano e o camisa 11 ganhou na velocidade da defesa para bater na saída de Júlio. O empate veio ainda na primeira etapa aos 38 minutos, com o zagueiro Diego aproveitando de cabeça o rebote da falta batida por Roberto no travessão.

No primeiro minuto da segunda etapa, Pedro do Vila Sandra e Cairo do Imperial trocaram gentilezas em forma de cotoveladas e sopapos e acabaram expulsos pelo árbitro Rodrigo Posser Borges. Com dez para cada lado, o técnico do Vila Sandra, Jackson Queiroz, resolveu apostar na velocidade do jovem Maranhão, de 21 anos. O baixinho entrou aos 14 minutos e passou a infernizar a defesa do Imperial especialmente em bolas esticadas.

E foi com Maranhão, aos 23 minutos, que o Vila Sandra voltou a liderar o placar. O camisa 34 arrancou pela direita, fez um carnaval na defesa e bateu na saída de Coxinha. Com isso, o Imperial passou a pressionar, dando o contra-ataque ao Vila Sandra, do jeito que o Maranhão gosta. Foi assim aos 46 minutos que o placar foi fechado: Maranhão novamente arrancou pela direita, limpou a defesa e deixou Robinho livre para marcar.

“Graças a Deus, time que a gente tem passando por este sufoco. Entramos e demos conta do jogo, como os que entraram. Todos jogaram bem e vamos com mais vantagem na próxima partida”, afirmou Maranhão, festejado pela barulhenta torcida do Vila Sandra após o apito final.

Do lado do Imperial, uma situação curiosa. O técnico Pastor vestiu uniforme de jogo. Estava inscrito e inclusive atuou na estreia. Desta vez, ficou apenas do lado do campo vestindo a camisa 16. “[Vida de quase entrar em campo e ficar como treinador] É uma vida boa, jogo é isso. Eles foram felizes, tiveram três oportunidades e concluíram. Futebol é isso, um dia a gente ganha e outro a gente perde, mas o time não jogou bem dentro do que pode jogar, mas faltou perna, tão voltando agora. Nosso time cansou no segundo tempo. Ainda dá para salvar, se vencermos os três jogos, nós estamos dentro”, disse o jogador/treinador do time do Mossunguê.

Festival de cartões no jogo de fundo

Treze cartões, contando com os dois amarelos que viraram vermelhos: foi o balanço disciplinar da vitória do Capão Raso sobre o Vila Fanny por 2 a 1. Fora as punições disciplinares, foi um jogo bem disputado, mesmo no segundo tempo, quando o Fanny ficou numericamente inferiorizado diante do time da casa, mas não se acovardou, dando sufoco no Tricolor de Aço.

Os primeiros minutos de jogo foram marcados por muitos erros de passe e ansiedade dos times. Tanto Vila Fanny quanto Capão Raso procuravam esticar o jogo sem resultados. A maior força do Vila Fanny, por exemplo, era a maior fraqueza: o apoio com o estreante lateral-direito Buiú, ex-Trieste, ainda distante do ritmo de jogo do auge da temporada passada, foi eficaz, mas curiosamente suas subidas deixavam espaço para a contra-carga do Tricolor de Aço.

No entanto, não foi por ali que o placar foi aberto pelo Capão Raso. Em jogada pela direita de seu ataque, Sabonete tentou, a bola foi cortada, sobrou para Wescley, que não matou bem, sobrando de volta para Sabonete, aos 47 minutos, abrir a contagem.

No segundo tempo, o Vila Fanny ficou cedo com um a menos, quando o zagueiro Elísio tomou seu segundo amarelo e foi expulso. Era a deixa para o Capão Raso crescer? Não! Logo aos 6 minutos, Anderson cobrou falta na cabeça do grandalhão Dinda, que empatou a partida.

Precisando de sangue novo, o auxiliar técnico Romário (o técnico Nego ficou de fora cumprindo suspensão) colocou o jovem Gederson, 18 anos, vice-artilheiro da última Suburbana Juvenil com 14 gols, no lugar de Dinda. O garoto, em sua segunda partida pelo adulto, teve duas boas chances para marcar parando no bom goleiro Gêneses do Capão Raso.

No entanto, a estratégia do time Alvirrubro foi por água abaixo aos 33 minutos, quando Marquinhos cometeu pênalti em Wescley e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso e reduzindo o Vila Fanny a apenas nove jogadores. Bruninho, aos 34 minutos, converteu o pênalti e deu números finais à partida.

Para o camisa 10 Sabonete, o Capão Raso poderia ter evitado todo o sufoco que passou e não ter corrido tantos riscos com dois a mais em campo. “Nosso time não soube aproveitar os espaços, faltou tocar. Capão Raso poderia ter tocado mais a bola, mas por outro lado a gente conseguimos  somar os três pontos”, analisou.

Para Dinda, autor do gol do Fanny, as expulsões acabaram pesando. “Hoje em dia jogar com um a menos é difícil. Principalmente contra eles em casa e precisando de resultado. Foi pênalti ali bem marcado e mereceram vitória, pois jogaram melhor no segundo tempo. Agora, precisamos trabalhar na quinta para entrosarmos logo. Brio nunca faltou no Fanny, sempre foi um time aguerrido. Se não vai ninguém expulso, a gente complicaria eles”, disse o camisa 9, que elogiou o jovem Gederson. “Ele vem do jogo passado, jogou comigo e fez boa partida. É umarevelação boa que o Fanny aposta para no futuro vestir a camisa 9”, concluiu.

Não chegou

O Capão Raso teve apenas três jogadores no banco, mas esperava um quarto, que não chegou. Ele se chamava João.

Saindo rápido para casamento

O zagueiro Couto do Capão Raso passou por uma situação curiosa. A esposa do atleta negociou com a comissão técnica para que ele jogasse apenas um tempo, pois a família fora convidada para um casamento.

Fichas técnicas das partidas:

Rodada dupla do Estádio José Carlos de Oliveira Sobrinho, Novo Mundo, Curitiba

Vila Sandra 3 x 1 Imperial

Vila Sandra: Coxinha; Cristiano (Rafael), Marcão, Vinícius e Matusalém (Dedé); Daniel, Hítalo (Leandro), Pedro e Mineiro (Rodriguinho); Zé Ricardo (Rodinho) e Adriano (Maranhão). Técnico: Jackson Queiroz.

Imperial: Júlio; Luciano, Tiago (Dênis), Diego e Dega (Toby Love); Cairo, Abimael, Zeti (Caíque) e Douglinhas; Samuel e Roberto (Murilo(. Técnico: Pastor.

Arbitragem: Rodrigo Posser Borges, Leandro Polli Gligoski e Simone Nascimento.

Gols: Adriano (VSA, aos 19’/1.º), Diego (IMP, aos 38’/1.º), Maranhão (VSA, aos 23’/2.º), Robinho (VSA, aos 46’/2.º)

Cartões Amarelos: Reginaldo, Maranhão (VSA); Júlio, Roberto, Caíque (IMP). Cartões Vermelhos: Pedro (VSA, aos 1’/2.º), Cairo (IMP, aos 1’/2.º).

Capão Raso 2 x 1 Vila Fanny

Capão Raso: Gêneses; Roger, Fabrício, Couto (Lincoln) e Cleverson; Xuxa, Lipe e Feijão; Sabonete, Wescley e Bruninho (Alex). Técnico: Junior Saurin.

Vila Fanny: Flávio; Lela, Elísio e Marquinhos; Buiú (Fulvio), Johnny, Anderson, Guelo (Wallison) e Rafael; Bruninho e Dinda (Gederson). Técnico: Nego (suspenso, teve o auxiliar Romário no banco)

Arbitragem: João Paulo Kirchner, Leandro Polli Gligoski e Simone Nascimento.

Gols: Sabonete (UCR, aos 47’/1.º), Dinda (VFA, aos 6’/2.º), Bruninho (UCR, aos 34’/2.º).

Cartões Amarelos: Roger, Fabrício, Xuxa, Lipe, Lincoln (UCR); Lela, Elísio, Marquinhos, Rafael (VFA). Cartões Vermelhos: Elísio (VFA, dupla advertência aos 3’/2.º), Marquinhos (VFa, dupla advertência aos 33’/2.º)

Confira imagens das partidas:

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Clube amador resiste à especulação imobiliária em bairro nobre de Curitiba

Campo do Imperial é cercado de prédios ao sul e ao leste: clube não arreda o pé de região que virou nobre e planeja integrar novos moradores à Suburbana

Campo do Imperial é cercado de prédios ao sul e ao leste: clube não arreda o pé de região que virou nobre e planeja integrar novos moradores à Suburbana

Terceiro bairro com o metro quadrado mais caro de Curitiba, o Mossunguê, tem um clube da Suburbana resistindo contra a especulação imobiliária, o Imperial. O Tricolor está desde sua fundação, em 1955, no local, o Estádio Octávio Sílvio Nicco, e tem dito não a todas as propostas para se desfazer do terreno onde fica seu campo.

“Não tem Cristo que fará a gente se desfazer disso. Nem trocar, nem vender, nem permutar. É do nosso Imperial. Nós amamos aqui e a gente é uma família que vive aqui. Nunca, enquanto estivermos vivos, vamos se desfazer”, afirmou o presidente da equipe, Carlos Jorge Choisnki, antes da partida da semana passada, em que o Imperial bateu o Caxias por 4 a 2.

Para quem não conhece Curitiba ou sua zona oeste, o Mossunguê é atravessado por um eixo de transporte coletivo e atualmente vê arranha-céus tomarem o horizonte de um bairro que há algumas décadas era praticamente agrícola. Foi numa paisagem de chácaras que um grupo de três famílias fundadoras do clube doaram por ocasião da fundação da equipe o terreno do estádio. O ônibus expresso chegou no início dos anos 80 com a obra das Conectoras Oeste, conjunto de três avenidas paralelas: a do ônibus e as vias rápidas sentido Centro e Bairro, ligando o Centro de Curitiba, a partir do Campina do Siqueira, à CIC Norte, passando pelo Campo Comprido.

O  eixo do transporte provocou uma mudança no zoneamento e no loteamento da região. Inicialmente, previa-se que este eixo Oeste de Curitiba alternasse casas menores e grandes prédios. A procura teria sido menor que a esperada pelo ramo imobiliário e, com alguma pressão, as construtoras conseguiram com o tempo flexibilizar o zoneamento, ganhando a possibilidade de fazer mais espigões. Nos últimos 10 anos, o local passou por um boom de edifícios de alto padrão, vendido sob o pomposo nome de Ecoville, estratégia similar à utilizada em um bairro próximo, o Bigorrilho, cujo nome comercial é Champagnat. É esta indústria do alto padrão que vem tentando ganhar espaço sobre o clube sessentão, que fica próximo à Via Rápida Sentido Bairro.

“Todo dia vem corretores e empresários aqui fazer proposta. Não tem como vender,  não tem como trocar. A quem vem aqui a gente pergunta se tem placa de “vende-se” na frente: não tem”, contou Choinski.

O campo do Imperial é uma fronteira entre a Curitiba dos apartamentos milionários e verticais e a Curitiba que resiste horizontal. De um lado, como confere nas imagens da abertura da reportagem, o horizonte de grandes edifícios. Do outro lado, afastando-se da via rápida, um cenário urbano parecido com o da vizinhança do “vizinho” (e arquirrival) Nova Orleans, atual campeão da elite da Suburbana, lugar de sonho do Imperial, que disputa a Segundona.

Por falar em sonho, um dos do Imperial é atrair os novos vizinhos, moradores dos prédios da região. “Estamos tentando e não é fácil. Estamos divulgando o clube e temos escolinhas de futebol. Mas o pessoal dos prédios não aparece. Não sei se têm medo. Este ano pegamos o clube e tentando fazer tudo na base da boa vizinhança, na boa, para ver se amealhamos mais gente para o Imperial”, explicou o presidente.

O Octávio Sílvio Nicco, que recebeu uma boa mão de tinta recente nas cores do clube, tem estrutura com banheiros femininos e masculinos, lanchonete e duas retas de arquibancadas, no lado inverso às cabines e bancos e nos fundos do estádio. Para os mais fanáticos, a Torcida Organizada do Imperial fica com sua bateria no gol de fundo. E não é só futebol, pois há junto à equipe um clube de pôquer, esporte que vem crescendo, principalmente no segmento social de classe média e média alta, justamente o dos novos vizinhos do Tricolor.

Um hóspede querendo ser do barulho

Não é só o Imperial que manda jogos no Octávio Sílvio Nicco. O Bangu, que joga a Série A, atua no campo do Imperial. A estadia do time alvirrubro que é do Seminário, bairro vizinho ao Mossunguê, é devido a ter vendido o terreno de seu antigo estádio e não ter um novo. Na casa alugada, o Bangu ainda não venceu: foi batido pelo Renovicente por 4 a 1 na 1.ª Rodada do certame e empatou com o Vila Hauer por 1 a 1 neste sábado (11) pela 3.ª Rodada.

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Bem-vindos ao Lado B do Lado B

Jogadores do Imperial comemoram o gol de Jailto, o quarto na vitória de 4 a 2 sobre o Caxias na abertura da Série B da Suburbana

Jogadores do Imperial (calções azuis) comemoram o gol de Jailto, o quarto na vitória de 4 a 2 sobre o Caxias na abertura da Série B da Suburbana

A Suburbana é conhecida por muitos como um “Lado B do Futebol”, sem a badalação das grandes e milionárias ligas. O que nem todos sabem é que o lado B tem um lado B, ou melhor, uma Série B. A Segundona do futebol amador curitibano teve sua primeira rodada neste sábado (7) e o Futebol Metrópole esteve na vitória do Imperial sobre o Caxias por 4 a 2, no Octávio Sílvio Nicco, no Mossunguê. Samuel, duas vezes, Dione e Jailto marcaram para o time da casa. Everton e Alisson fizeram os gols dos visitantes.

Na próxima rodada, no próximo sábado (11), o Imperial será visitante do Capão Raso. O Caxias fará seu primeiro jogo como mandante diante do Grêmio Ipiranga. Os juvenis jogam às 13h30 e os adultos às 15h30.

As diferenças e as semelhanças

Segundo os dois presidentes dos times que estavam em campo ontem no Mossunguê, a diferença entre as divisões é um misto entre estrutura e finanças. “Time da Segunda não tem o mesmo poder de fogo de um Trieste, de um Iguaçu. Aqui é no sacrifício, na marra, mas seguimos tocando o barco”, afirmou o presidente do Imperial, Carlos Jorge Choinski. “Pouca coisa difere, geralmente parte de treino. Onde tem estrutura melhor, fica com melhores jogadores”, completou o presidente do Caxias, Antônio Fernandes Mendes.

Além da idade parecida, 60 anos para o Imperial e 62 para o Caxias, os dois times têm algo em comum na história: já abdicaram do acesso à elite da Suburbana depois de boas campanhas na Série B. O motivo naquelas oportunidades foi o mesmo: falta de condições financeiras para encarar os gigantes do futebol amador de Curitiba. Porém, é algo que não deve se repetir em caso de nova subida conquistada em campo. “Se subirmos, jogaremos, pois estamos nos estruturando para isso e é nosso objetivo subir”, contou Choinski. “Agora o pensamento do Caxias é diferente. Se subirmos, vamos para a luta, mas tem muita água debaixo da ponte ainda”, explicou Mendes.

As semelhanças entre os dois times acaba no gramado. Enquanto o Imperial manteve uma base do ano passado na categoria adulta, com dois reforços apenas, o Caxias montou uma equipe completamente nova, dentro de uma curiosa metodologia do presidente. “A gente conhece o jogador e busca. Alguns, a gente chama das peladas no Caxias. Tenho uma filosofia: se o jogador se oferece, é que não é nada de bola. Sempre fizemos teste e todos que se ofereceram reprovaram”, revelou Mendes, seguido por gargalhadas.

 

O jogo

Com a equipe mais entrosada, o Imperial tratou de abrir o placar logo aos 5 minutos de jogo com Samuel aproveitando o erro da zaga e encobrindo o goleiro Jeffinho. O mesmo Samuel ampliou aos 20. Os dois gols logo de saída fizeram o técnico Júlio César, que sequer havia conseguido reunir a equipe em treinamento, mudar o esquema tático 3-5-2 para um 4-3-3 e fazer duas alterações ainda no primeiro tempo. Demorou para surtir efeito, pois o Imperial ampliou aos 31 minutos numa bela cobrança de falta de Dione. Só aos 38 minutos que o Caxias diminuiu em uma partida de contra-ataque concluída por Everton, que havia entrado cinco minutos antes.

Na segunda etapa, o time do Boqueirão partiu para cima e parou numa boa atuação do goleiro Julio, que porém não impediu que Alisson, aos 13 minutos, marcasse o gol que colocou fogo na partida, bastante truncada e com reclamações de lado a lado, uma característica da Série B.

Porém, num contra-ataque, o Imperial tratou de garantir o respiro em um cruzamento concluído de cabeça por Jailto, atacante de 40 anos, capitão da equipe, e que chama a atenção pelos cabelos grisalhos. Depois do gol que garantiu números finais, o Caxias partiu para cima, mas de maneira desordenada, ainda tendo tempo de reclamar de um gol anulado por impedimento.

De novo o registro

Assim como na primeira rodada da Série A, a Série B teve problema de registro de jogadores, graças às exigências do novo sistema da CBF. O Imperial relacionou 16 jogadores de 18 permitidos. O Caxias teve apenas 15, sem goleiro reserva. Como o regulamento da Segundona permite até cinco substituições, o técnico Júlio César acabou utilizando todos os seus jogadores que assinaram a súmula.

 

Goleada nos juvenis

O registro foi problema nos juvenis. O Imperial, que renovou a equipe de base inteira, teve apenas 10 relacionados. “Esta nova inscrição é bem mais complexa. Deveremos ter mais seis ou sete na próxima semana. Este ano, estão pedindo até documento de dispensa de serviço militar se o jogador tem 18 ou até 60 anos”, contou o presidente do Imperial, Carlos Jorge Choinski.

 

Em campo, a desvantagem numérica foi fundamental para a vitória do Caxias, que tinha até reservas, pelo elástico placar de 6 a 0. Gustavo marcou no primeiro minuto. Vinícius ampliou aos 27 minutos de pênalti. O Imperial conseguiu equilibrar a partida e tomar as rédeas mesmo em quantidade inferior e parecia que iria buscar a redução do placar e talvez o empate quando o Caxias teve um atleta expulso. Porém, teve expulsão do Imperial também e, mesmo com um pênalti defendido pelo goleiro, o time da casa sucumbiu após o gol de Andrey Aquino, aos 34 minutos do segundo tempo.

Depois disso, um turbilhão do Caxias com mais um gol de Vinícius aos 35 e com Andrey Aquino fazendo a tripleta com gols aos 38 e aos 39, dando números finais à goleada.

Ficha Técnica:

Imperial 4 x 2 Caxias

Estádio Octávio Sílvio Nicco, Mossunguê, Curitiba

Imperial: Júlio; Luciano, Tiago, Diego e Dequinha (Guilherme); Abimael, Dione (Rodrigo), Zeti e Samuel; Jailto e Japa (Éder). Técnico: Pastor Serafim.

Caxias: Jeffinho; Gamarra (Johnny), Pedro (Cléverson) e Rafael (Everton); Marcelinho, Ericson, Silas, Joãozinho Madureira e Piti (Alessandro); Alisson e Juninho. Técnico: Júlio César.

Arbitragem: Eduardo da Silva Silveira, Anabi de Araújo Lopes e Reube Dobrychlod dos Reis.

Gols: Samuel (IMP), aos 10’/1.º e aos 20/1.º; Dione (IMP), aos 31’/1.º; Everton (CAX), aos 38’/1.º); Alisson (CAX), aos 13’/2.º; Jailto (CAX), aos 19’/2.º.

Cartões amarelos: Tiago, Julio, Dione, Jailto e Eder (IMP); Marcelinho, Silas e Alisson (CAX).

Confira as imagens dos jogos:

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