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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Índice

1-Todas as cidades

Faltando poucos dias para o Paranaense (o pontapé inicial é no sábado), você pode conferir um pouco sobre todas as cidades com times na competição. O Futebol Metrópole apresentou durante este mês um pequeno guia para que todos entrem no clima do 101.º Campeonato Paranaense. Confira os capítulos:

Apresentação – Como funciona

Paranaguá (Rio Branco)

Curitiba (Coritiba, Atlético, Paraná, J. Malucelli)

Ponta Grossa (Operário)

Prudentópolis (Prudentópolis FC)

Rolândia (Nacional)

Londrina (Londrina EC)

Maringá (Maringá FC)

Cascavel (FC Cascavel)

Foz do Iguaçu (Foz do Iguaçu FC)

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Foz do Iguaçu

10-Foz

Hoje, no Futebol Metrópole, na última parte do Guia das Cidades do Paranaense 2015, Foz do Iguaçu, grande destino turístico brasileiro e que viu seu time confirmado quase de última hora na elite do Paranaense 2015.

Foz do Iguaçu fica no Extremo Oeste do Paraná e faz fronteira com Paraguai e a Argentina. A cidade tem como data de fundação 10 de junho de 1914, mas tem história que remonta ainda ao século XVI. Após pelo menos 6 mil anos com vários grupos sucedendo-se pela região, os últimos sendo os caingangues, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1572, tornou-se, guiado pelos indígenas, o primeiro europeu a chegar às Cataratas do Iguaçu e alcançar o Paraguai. Só em 1881 que os primeiros colonos chegaram à região e em 1897 um quartel foi erguido. Iguassu virou vila do município de Guarapuava em 1910 e em 1914 se emancipou, virando Foz do Iguaçu em 1918. A cidade tem atualmente 263.467 habitantes, sendo a sétima maior do Paraná.

A economia de Foz de Iguaçu gira em torno de dois pilares: turismo e eletricidade. A eletricidade é devido a ser sede da maior usina hidroelétrica do mundo, Itaipu. O turismo é catapultado pelo Parque Nacional do Iguaçu, criado em 1916 por sugestão do inventor Santos Dumont, e pela proximidade com Paraguai e Argentina, locais de compras, sendo a nação de Maradona possuidora de cassinos.

Estádio notável

ABCFoz

Estádio do ABC

O estádio que o Foz manda seus jogos não é dele e nem é público. Pertence ao ABC Futebol Clube, que disputa campeonatos amadores e é o mais antigo da cidade, fundado em 12 de setembro de 1915. É na verdade o terceiro estádio que o clube construiu. O atual foi inaugurado em 1980 após ter tido a compra da área formalizada em 1976. Já foi local de treinos da seleção brasileira quando jogou na vizinha Ciudad Del Este, Paraguai, e também foi local de treinamento da seleção da Coreia do Sul na última Copa do Mundo. A capacidade atual é de 12.565 lugares.

O time da cidade

foz

O Foz do Iguaçu Futebol Clube foi fundado em 9 de fevereiro de 1996. Já esteve na elite estadual no final da década passada e nesta temporada retorna após ter sido o terceiro colocado na Divisão de Acesso e herdado a vaga do desistente Arapongas. O time é conhecido com o Azulão da Fronteira e tem como mascote um quati.

Se no passado teve parceria com o Coritiba, o parceiro da vez é o Atlético, que cedeu jogadores como Maycon Canário, Erwin e Carlão. A contratação de maior impacto foi o goleiro Edson Bastos, que nasceu na cidade e nunca tinha defendido um time de sua terra natal. Outro conhecido do futebol brasileiro é o centroavante Negreiros (ex-Flamengo e Coritiba), que chegou como diretor de futebol mas, devido à falta de camisa 9, desaposentou as chuteiras e voltou a jogar. Além deles, destaque para os experientes Thiago Henrique e Safira, o craque de todas as torcidas, um dos jogadores que mais defendeu times diferentes no Campeonato Paranaense. O técnico é Edison Borges, ex-auxiliar do Coritiba.

Este Foz (tivemos outros três no passado) esteve na elite em 2009 e, naquele ano, o artilheiro da equipe, que foi rebaixada, foi o atacante Cleiton Mineiro, com quatro gols. A equipe tem seus dois principais artilheiros do Acesso no elenco: o atacante Thiago Henrique, vice-artilheiro com sete gols, e o meia Safira, quarto colocado com quatro.

 

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Cascavel

9-Cascavel

Hoje, no Futebol Metrópole, na penúltima parte do nosso Guia das Cidades do Paranaense 2015, Cascavel, cidade bastante jovem e que tem o único estreante na elite paranaense neste ano, o FC Cascavel, o quarto time diferente da cidade ao levar o nome dela.

Cascavel se emancipou de Foz do Iguaçu em 14 de novembro de 1951, mas a ocupação da cidade faz parte de vários momentos: a missão de Ciudad Real del Guayrá, o tropeirismo e quando, já no século XX, uma área no atual bairro de Cascavel Velho foi arrendada para colonização e lá foi construído um armazem. A vila foi oficializada em 1936 pela Prefeitura de Foz do Iguaçu já com o nome de Cascavel, vindo da história de que colonizadores haviam encontrado um ninho cheio de cobras próximo à vila. Depois virou distrito em 1938, tornando-se município em 1951. É hoje a quinta maior cidade do Paraná, com 309.259 habitantes, segundo a projeção de 2014 do IBGE.

A principal atividade econômica de Cascavel é o agronegócio, com destaque para a soja e a suinocultura. No setor de indústria e serviços, destaque para a metalurgia, confecções e atacado.

Estádios notáveis

Estádio Municipal Amadores Theodoro Colombelli (Ninho da Cobra)

Estádio Municipal Amadores Theodoro Colombelli (Ninho da Cobra)

Era no Ninho da Cobra onde os times de Cascavel mandavam seus jogos antes da construção do Olímpico Regional. Foi ali, pelo Paranaense de 1980, que depois veio a acabar em cai-cai do Cascavel EC, que o goleiro Zico, um dos maiores ídolos do futebol local, fez um gol de goleiro sobre Joel Mendes, na ida daquela decisão. Passou a ser casa do futebol amador após a construção do novo estádio, em 1982, mas chegou a ser usado algumas vezes pelo FC Cascavel nas divisões de baixo do Paranaense.

Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto

Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto

Inaugurado em 10 de novembro de 1982 é um dos últimos estádios gigantes dos anos 60, 70 e 80. Chegou a receber 45 mil pessoas, mas a capacidade atual é de 28.125 torcedores. Foi casa de: Cascavel EC, Cascavel FC, Cascavel EC (outro) e Sorec (Sociedade Operária Recreativa Esportiva Cascavel). Atualmente recebe jogos do Cascavel CR (que está na Terceirona e foi o último representante da cidade na elite) e do estreante FC Cascavel. Notem que todos os times se chamam Cascavel de alguma forma.

O time da cidade

ESCUDO-FC_CASCAVEL

O FC Cascavel foi fundado em 23 de janeiro de 2008 pelo pentacampeão Juliano Belletti, que é natural da cidade. Profissionalizado em 2009, conseguiu ser promovido à Segundona ao ser vice-campeão da Segundona. Seguiu buscando o acesso, mas sem sucesso. Em 2012, o clube se licenciou e Belletti, alegando falta de apoio, deixou a equipe. Reorganizada em 2013, com novas cores, diretoria e escudo, o FC Cascavel venceu a Terceirona. Em 2014, foi a vez de vencer a Segundona e finalmente se credenciar á estreia na elite.

Para o Paranaense, chegaram dois reforços com passagens pela capital. O primeiro é o lateral-direito Márcio Gabriel, ex-Coritiba, e que estava no Pelotas. O segundo é o atacante Henrique Dias (jogou a Libertadores de 2007 pelo Paraná e fez gols do título da Série B de 2007 e do Paranaense de 2008 pelo Coritiba), que estava no CRB. De peças bem conhecidas, o time manteve o atacante Jorge Preá (ex-Palmeiras e Atlético e que jogou o último paranaense pelo Operário). O técnico do time é Paulo Foiani, ex-volante do Coritiba.

Por ser um clube jovem, o FC Cascavel tem dois jogadores que podem carregar o status de lenda que têm a mesma idade, 37 anos, ligação com a cidade e estão no time. Lá atrás, o zagueiro Cristiano Ávalos, que esteve no time do acesso, nasceu na cidade, e tem times como Paraná e Santos no currículo. Outro é o meia Irineu, que nasceu em Céu Azul, é o capitão da equipe, e teve passagem pelo outro time atual da cidade, o Cascavel CR, com sucesso.

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Maringá

8-Mga

Hoje no Futebol Metrópole, na sétima parte do Guia das Cidades do Paranaense 2015, Maringá, cidade que teve vários times representando na elite paranaense e hoje conta com o Maringá FC, atual vice-campeão estadual.

Maringá é uma cidade planejada, cuja data de fundação é 10 de maio de 1947 pela Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná e a emancipação de Mandaguaçu se deu em 1951. O  urbanista Jorge Macedo Vieira a projetou utilizando os princípios urbanísticos da Cidade Jardim de Ebenezer Howard, que preza em um ambiente urbano arborizado e cercado por um cinturão verde. A cidade tem, segundo a projeção de 2014 do IBGE, 391.698 habitantes, sendo a terceira maior cidade do Paraná. O nome veio de uma canção de Joubert de Carvalho, chamada Maringá, que era cantada noite e dia pelos operários que levantaram a cidade. Daí vem também o apelido de Cidade-Canção.

A economia de Maringá inicialmente girou em torno da agricultura, primeiro com o café e depois se diversificando com milho, trigo, algodão, rami, feijão, amendoim, arroz, cana-de-açúcar e a soja, principal produto na atualidade. A soja é um dos carros-chefe da Cocamar, empresa mais reconhecível da cidade, uma cooperativa agroindustrial. Além disso, a cidade é polo universitário e tem bom setor de serviços.

Estádio notável

Estádio Willie Davids

Estádio Willie Davids

Construído entre 1953 e 1957, quando foi inaugurado, e reinaugurado em 1976, o Willie Davids é a casa do esporte de Maringá. Já teve como mandantes o Melhoramentos, o Grêmio Maringá, o Maringá EC, o primeiro Maringá FC, o Galo Maringá, a Adap/Galo Maringá e o atual Maringá FC. chama a atenção pelo formato da cobertura das sociais e também pela pista de atletismo, sendo o maior estádio do Paraná para a prática deste esporte, sendo que Maringá é um celeiro de atletas de pista e de rua. Já teve capacidade superior a 35 mil pessoas, mas hoje comporta 21.600 pessoas.

O time da cidade

maringa-fc-2010

 

Time mais jovem do Campeonato Paranaense da 1.ª Divisão, mas com experiência de uma decisão, o Maringá Futebol Clube não é o primeiro e nem o único clube ativo na cidade. Com títulos e história em competições nacionais, o Grêmio Maringá agoniza há anos nas divisões de baixo. Em 27 de novembro de 2010, sem condições de usar o nome do Grêmio (que pertencia ao empresário Aurélio Almeida), nasceu o Alvorada, que venceu a Terceirona Paranaense já no ano de estreia. Em 2011, passou a se chamar Grêmio Metropolitano. Em 2012, virou Metropolitano, nome que durou até o título da Divisão de Acesso de 2013, assumindo o nome atual e sendo vice-campeão da elite do Paranaense no ano de estreia. O mascote do time é a Zebra, alusão clara aos membros da diretoria pertencentes à família do vereador Zebrão.

A contratação de maior impacto até o momento entre o Paranaense passado e o atual foi o meia Danilo Rios, revelado pelo Bahia e com passagens pelas seleções de base. Além disso, a Zebra repatriou o atacante Gabriel Barcos, que não teve boas passagens por Paraná e pelo futebol do Pará. O técnico é o mesmo de 2014: Claudemir Sturion.

Por ser um clube jovem, boa parte das lendas do Maringá estão ainda no clube, casos do meia Max e do atacante Gabriel Barcos. Outros estão em outros lugares, como o meia Léo Maringá, hoje no Londrina, e o atacante Cristiano, artilheiro do último Paranaense, e que defendeu o Criciúma e o Oeste após o último Estadual.

 

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Londrina

7-Londrina

Hoje no Futebol Metrópole, na sexta parte do Guia das Cidades do Paranaense 2015, Londrina, a maior cidade do interior e terra do Londrina, atual campeão estadual e time que mais evoluiu na última temporada, conseguindo um acesso para a Série C do Brasileirão.

Fundada em 10 de dezembro de 1934, portanto com 80 anos recém-completados, Londrina tem, segundo projeção de 2014 do IBGE, 543.003 habitantes, o que faz que seja a segunda maior cidade do Paraná e quarta maior da Região Sul. Faz parte da expansão do ciclo do café e isso fez ganhar o título de Capital Mundial do Café. A cidade fazia parte de Jataizinho até sua emancipação e o impulso para a colonização foi dado pela Companhia de Terras Norte do Paraná.

O nome Londrina tem alusão a ingleses que trabalharam na colonização e tem como significado “Pequena Londres”.  A cidade passou por dificuldades econômicas, assim como toda região, após a Geada Negra de 1975, que dizimou a cultura cafeeira. Por outro lado, fez se diversificar, sendo polo universitário, de serviços, de indústria, especialmente a agroindústria ligada à soja e a pecuária.

Estádios notáveis

Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD. Ao lado dele não é o Mané Garrincha (parece, né?). É na verdade a Rodoviária de Londrina

Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD. Ao lado dele não é o Mané Garrincha (parece, né?). É na verdade a Rodoviária de Londrina

Antigo Estádio Municipal, foi construído em 1947. Chegou a ter 18 mil pessoas, mas a capacidade atual é de 10 mil pessoas. Desde 1990 passou a ser do Londrina por meio de um contrato de arrendamento. É um estádio extremamente central. Por problemas de infraestrutura , não é usado há alguns anos em jogos profissionais. Com reformas, pode virar alternativa para o Londrina mandar jogos que não tenham expectativa de público acima da capacidade dele.

Estádio Municipal Jacy Scaff (Estádio do Café)

Estádio Municipal Jacy Scaff (Estádio do Café)

Construído às pressas entre 1974 e 1976 para que o Londrina tivesse um estádio para jogar a elite do Campeonato Brasileiro, o Estádio do Café tem capacidade atual para 36 mil torcedores, mas já recebeu mais de 54 mil em seu recorde de público. Feito em formato de ferradura, tem visão para o Centro da cidade. Fica ao lado do Autódromo Ayrton Senna. O primeiro gol do estádio foi de Paraná, que jogou a Copa de 1966 e estava no Londrina. Júnior fez o segundo gol do estádio, sacramentando o empate entre Londrina e Flamengo na inauguração do campo. A seleção brasileira jogou o Pré-Olímpico de 2000 no Estádio do Café.

O time da cidade

Londrina-Esporte-Clube-Logo

O Londrina foi fundado em 5 de abril de 1956, inspirado pelo Nacional da vizinha Rolândia. Surgido de forma avassaladora no cenário paranaense, ganhou logo a alcunha de Caçula Gigante, vencendo o Paranaense de 1962. Em 1977, surpreendeu o futebol brasileiro, sendo o terceiro colocado no Brasileirão. Como passava nos cinemas na época, o time, por causa da maneira sorrateira que chegava e destroçava os adversários, ganhou o apelido de Tubarão, que se mantém até hoje e virou mascote do clube. O Tubarão ganhou também a Série B de 1980 e mais três Paranaenses, o de 1981, 1992 e 2014. O ano de 2014 foi realmente mágico para o Alviceleste, que conseguiu também o acesso para a Série C ao ser terceiro colocado da Série D. Antes que alguém pergunte, sim, é um ramo de café no escudo do time.

O Londrina aposta na força do conjunto para tentar um inédito bicampeonato paranaense. Sem Joel, vendido ao Cruzeiro após boa passagem por empréstimo ao Coritiba, outro africano estará no ataque, o nigeriano Henry Kanu. No meio, Germano volta de empréstimo ao Coritiba. Seguem como destaques também o zagueiro Dirceu, capitão da equipe, e o meia Celsinho, que era conhecido como o Ronaldinho Gaúcho do Canindé quando surgiu na Portuguesa.

A região de Londrina é um celeiro de grandes jogadores, mas curiosamente nem todos as lendas do clube começaram no LEC. Vindo de Santa Catarina, o goleiro Ado, reserva de Félix na Copa de 70, fez suas primeiras defesas pelo Tubarão. Outro grande ídolo é Gauchinho, maior artilheiro da história do clube, com 217 gols. Carlos Alberto Garcia veio do Vasco e virou ídolo na cidade. O atacante, conhecido como O Bem Amado, foi o craque do time nas boas campanhas do fim dos anos 70 e começo dos 80. Um grande jogador surgido na cidade de terra vermelha foi Élber, que depois fez sucesso no Bayern e teve passagens pela seleção. Ainda se destacam o atacante Aléssio, auxiliar técnico do treinador Cláudio Tencati, o Ferguson Pé Vermelho, e o meia Tadeu, pai do atacante Diego Tardelli.

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Rolândia

6-Rolandia

Hoje, no Futebol Metrópole, na quinta parte do nosso Guia das Cidades do Paranaense 2015, Rolândia, cidade do norte do Paraná cujo time, o Nacional, tem extrema importância para a história do futebol paranaense e está de volta após alguns anos na Segundona.

Rolândia, segundo o Censo de 2010 do IBGE, tem 57.870 habitante. A cidade faz parte da Região Metropolitana de Londrina. e foi fundada em 30 de dezembro de 1943, emancipada de Londrina, fazendo parte do processo de colonização do Norte Novo (para os não paranaenses, o norte do Paraná se divide em três partes do Leste para o Oeste: o Norte Pioneiro, região de Jacarezinho, Cambará e Bandeirantes, colonizado ainda no século XIX; o Norte Novo, região de Londrina, colonizado a partir do começo do século XX com a expansão do café; e o Norte Novíssimo, que começa em Maringá e abrange cidades desde a metade do Século XX até os anos 60 e 70, fronteira agrícola para o Oeste). A primeira construção da cidade é de 1934, anos antes da emancipação. A ocupação da cidade, como muitas da região, foi por meio de empresas colonizadoras, no caso a Companhia de Terras Norte do Paraná.

O nome Rolândia vem de Roland, lendário guerreiro germânico, numa alusão à grande quantidade de imigrantes e descendentes de alemães que a cidade recebeu em sua fundação. Se no começo a força econômica da cidade estava nos cafezais, agora se diversifica entre a soja, o milho, o trigo, a cana-de-açúcar e a laranja. A cidade possui indústrias alimentícias ligadas à pecuária e avicultura.

Estádio notável

ErichGeorg

Estádio Erich Georg

Inaugurado em julho de 1951, o Erich Georg foi construído pelo Nacional de Rolândia, mas, por dívidas do dono do terreno, acabou sendo repassado à Prefeitura. O nome do estádio homenageia um ex-dirigente do NAC. A capacidade original do estádio é de 7 mil, que é o recorde de público registrado em 2000 em um duelo entre o próprio NAC e a Portuguesa Londrinense. Porém, segundo o cadastro da CBF, tem liberados 2,2 mil lugares.

O time da cidade

Nacional_emblema_GR1

O Nacional Atlético Clube foi o primeiro clube a ser fundado no Norte do Paraná, em 28 de abril de 1947. o NAC, ou Guerreiro do Norte, conquistou o Paranaense da Zona Norte em 1951, época em que o campeonato era disputado por região para a aí ter uma final. A questão era logística, pois o acesso asfaltado entre a capital e o Norte só veio surgir nos anos 60. O pioneirismo do Nacional rendeu um “filho”. Como Rolândia se emancipou de Londrina em 1943, o time atraía torcidas das cidades vizinhas. Em um amistoso em 1956, o NAC bateu o Vasco por 3 a 2 e isso inspirou os londrinenses a fundarem o Londrina, atual campeão paranaense. A ligação entre os times está até nas cores, o branco e a azul celeste.

O Nacional não apresentou nomes de grande impacto, apostando em um elenco coeso e sem grandes estrelas. Os dois destaques da equipe estão no ataque. Um deles é natural da cidade: Tcharlles, de 22 anos. Outro, teve passagem pelo Santos e pelo Flamengo: Diogo Oliveira, de 31 anos.

Se o Nacional deu a ideia e as cores para o Londrina, o mesmo pode dizer de ceder uma lenda. O meia-esquerda Gaúchinho, nascido Antero Bombassaro, defendeu o Nacional. Goleador, ficou na equipe de 1954 a 1961, quando foi para o Londrina, virando também ídolo e maior artilheiro da história do Tubarão.

 

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Prudentópolis

5-Prude

Hoje, no Futebol Metrópole, na quarta parte de nosso Guia das Cidades do Paranaense 2015, Prudentópolis, cidade do campeonato com menos habitantes e casa do Prudentópolis, clube que deixou de ser o caçula da elite e quer surpreender de novo.

Prudentópolis tem segundo o censo de 2010 do IBGE, 49.016 habitantes. A cidade se emancipou em 12 de agosto de 1906 e tem este nome por causa do presidente Prudente de Morais. A formação da cidade tem duas etapas principais. Na primeira, terras foram doadas para a construção de uma capela. A segunda, entre 1896 e 1920 foi a imigração ucraniana, sendo que 80% da população do município tem essa origem, o que faz da cidade o município mais ucraniano do Brasil.

A cidade fica em região serrana, na divisa entre o 2.º e o 3.º Planaltos do Paraná. Por isso, tem várias nascentes e, por consequência, mais de uma centena de cachoeiras, muitas com mais de 100 metros de alturas, o que dá o título de Terra das Cachoeiras Gigantes. Além das belezas naturais, o turismo de Prudentópolis também ganha com o folclore ucraniano. A cidade também é a maior produtora brasileira de Cracóvia (salame típico ucraniano) e de feijão preto.

Estádio notável

NewtonAgibert

Estádio Newton Agibert

O Estádio Newton Agibert é relativamente novo. Foi inaugurado em 1987. Teve capacidade para 5 mil pessoas, mas atualmente, segundo Cadastro Nacional de Estádios, serve para 3,5 mil torcedores, o que é mais que suficiente para uma cidade com um pouco menos de 50 mil habitantes. Pertence à Prefeitura Municipal de Prudentópolis.

O time da cidade

Prude

O Prudentópolis Futebol Clube foi fundado em 1.º de setembro ainda com o nome de Serrano Centro-Sul, o que faz dele o segundo mais jovem clube deste campeonato. Sob o antigo nome, foi campeão da Terceirona Paranaense em 2008, da Segundona em 2009 e disputou o Paranaense de 2010, sendo rebaixado. Em 2013, passou a levar o nome da cidade e mudou o escudo, que agora tem referências ao bordado ucraniano e às cachoeiras da região. Com o novo nome, foi vice-campeão da Segundona e ano passado foi quadrifinalista do Paranaense, credenciando à disputa do Título do Interior, que foi conquistado. O Prudentópolis Futebol Clube não deve e não pode ser confundido com o antigo Prudentópolis Esporte Clube, que chegou a disputar a Copa do Brasil durante seus anos de existência.

Se no ano passado, o time era comandado por dois treinadores, este ano, apenas um deles ficou, Joel Preissner. Muitos jogadores de 2014 se mantiveram na equipe, como os laterais Luizinho, destaque da equipe, e Biro. Por outro lado, alguns jogadores mais experientes vieram para somar, como o zagueiro Robenval, campeão paranaense pelo Paranavaí em 2007, e o meia Alex Ricardo.

Por ser um clube extremamente jovem, o Prudentópolis não sedimentou perfeitamente seus ídolos. Por outro lado, um jogador com muita história no futebol brasileiro e até mundial (atuou no futebol espanhol) passou pelas fileiras da equipe ainda quando se chamava Serrano. Estamos falando do atacante Renaldo, que teve o Tigre das Cachoeiras como um de seus últimos times como profissional durante o Paranaense de 2010. Renaldo tem no currículo os três times da capital, além de passagem pelo Atlético Mineiro (onde foi artilheiro do Brasileirão de 1996), Corinthians, Palmeiras e La Coruña, como momentos marcantes da carreira.

 

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