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Prognósticos paranaenses para o Brasileirão

O Brasileirão terá suas duas principais divisões começando no próximo fim de semana. Nelas, são três representantes paranaenses. Em mais algumas semanas, é a Série C que tem sua partida e depois, só em julho, a Série D. É um total de seis equipes representadas. Vendo o desempenho das equipes estaduais na Copa do Brasil, o panorama não é muito animador: Londrina, Paraná e Atlético já estão fora. Coritiba está em desvantagem e o Maringá, que não joga competição nacional, se salvou de ser eliminado em casa na segunda fase, mas não deverá oferecer tanta resistência no jogo de volta. Aqui iremos analisar divisão por divisão as equipes paranaenses neste pré-Brasileiro, com alguns prognósticos e diagnósticos:

 

Série A

Atlético

A situação do Atlético merece atenção. O time teve de lutar contra o rebaixamento no Estadual, situação que foi construída tão logo o time principal entrou em campo. Na Copa do Brasil, penou para passar do Remo (Série D) e caiu no gol fora para o Tupi (Série C). Já está no terceiro técnico do ano. Até o momento, mostrou um time sem alma e com sérios problemas especialmente na meia-cancha. Precisa se reforçar e pensar primeiro em fazer 45 pontos para se livrar do rebaixamento.

O atacante Walter é o principal reforço e esperança de gol do Atlético no Brasileirão (Foto: Gustavo Oliveira / Site Oficial do CAP)

O atacante Walter é o principal reforço e esperança de gol do Atlético no Brasileirão (Foto: Gustavo Oliveira / Site Oficial do CAP)

 

Coritiba

O Coxa está com seus defeitos sendo escancarados pela perda do Paranaense e pela atuação desastrosa da ida da 2.ª Fase da Copa do Brasil. Há um homem gol no time: Rafhael Lucas, prata da casa, mas a equipe ainda é dependente dele. O problema é atrás, com a defesa sendo alvo fácil em bolas aéreas e com dificuldades para ter goleiro confiável. Outro problema é o meio pouco criativo, sendo que o candidato à solução é Ruy, prata da casa, mas que há anos longe, foi destaque do Operário e foi contratado. A exemplo do arquirrival, se não resolver estes problemas, é jogar o Brasileirão na base dos 45 pontos para depois ver o que fazer.

Coritiba precisa acertar sua defesa para pensar em algo além de lutar contra a degola. (Foto: Site Oficial do Coritiba)

Coritiba precisa acertar sua defesa e a armação para pensar em algo além de lutar contra a degola. (Foto: Site Oficial do Coritiba)

 

Série B

Paraná

O Paraná está desde 2008 na Série B. Já esteve perto de subir, como em 2013. Na última quarta-feira, o presidente Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, disse que a equipe vai subir este ano com três rodadas de antecedência. Acho que é mais fanfarronice que outra coisa. Porém, se a equipe conseguir se reforçar sem ficar devendo salários, as coisas começam a se aclarar e aí pode-se pensar em algo diferente de se salvar da Série C com três rodadas de antecedência. Antes disso, nada animador ter caído na Copa do Brasil para o modesto Jacuipense. Um reforço pode render esperanças: Danilo Báia, campeão paranaense pelo Operário e eleito craque da competição por este blog.

Paraná contratou Danilo Báia, lateral do Operário, para a Série B (Foto: Site Oficial do Paraná Clube)

Paraná contratou Danilo Báia, lateral do Operário, para a Série B (Foto: Site Oficial do Paraná Clube)

Série C

Londrina

O Londrina terá de cumprir alguns jogos de portões fechados pelo arranca-rabo do jogo das semifinais da Série D no ano passado, o que torna um pouco mais desafiador este retorno à pirâmide nacional. O elenco passa por reformulação. Coisa de sair 12 jogadores e chegar cinco. Fim de um ciclo para o Tubarão, mesmo chegando mais um ano no pódio do Estadual Por isso, é de acreditar que a nova base, que quebra uma sequência de alguns anos, demore para encaixar. Quem continua é Claudio Tencati, o Ferguson Pé Vermelho, técnico há mais tempo num clube brasileiro. O importante é não passar susto na Série C e, se der, buscar classificação e depois o acesso.

Se tem Londrina, tem Claudio Tencati de técnico (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Se tem Londrina, tem Claudio Tencati de técnico (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

 

Série D

Foz do Iguaçu

O Foz subiu no susto no Paranaense e mordeu uma vaga na Série D com um time bastante cascudo em jogos importantes. O problema do inesperado ter acontecido duas vezes é que o time já teve algumas baixas. Há de se admitir que o Foz é azarão e não se espera tanto dele na Série D. Só que o Foz sabe ser azarão e tirar vantagem disso em uma competição dificílima. O que complica a montagem do elenco é que a competição só começa em julho.

Edson Bastos, que é da cidade, é cotado para seguir no Foz para a Série D, mas nada está definido (Foto: Facebook do Foz)

Edson Bastos, que é da cidade, é cotado para seguir no Foz para a Série D, mas nada está definido (Foto: Facebook do Foz)

 

Operário

Campeão Paranaense, o Operário já sofre baixas importantíssimas, como Danilo Báia (foi para o Paraná), Ruy (foi para o Coritiba) e o goleiro Jhonatan (voltou ao clube de origem, o Joinville). Os titulares que restaram, o atacante Juba tem o contrato mais longo (dezembro). Nem o técnico Itamar Schülle é garantido (contrato acaba e é pretendido pelo Sampaio Corrêa). Se quiser pretender algo de nota também na Série D, repetindo os passos do Londrina, o Fantasma terá de minimizar essas perdas e repôr à altura quem saiu. Para complicar, serão dois longos meses sem jogos, o que dificulta a busca de reforços e manutenção dos atletas atuais. A Série D é dificílima com uma primeira fase regionalizada com adversários que geralmente se equivalem e um mata-mata nacional imprevisível. Vale lembrar que a equipe preferiu não disputar a Taça FPF Sub-23, que vale vaga na Série D de 2016 e que reduz as vagas de Série D do Paranaense de 2016 a apenas uma. Logo, é uma aposta alta e arriscada.

Operário já sofreu baixas para a Série D e poderá ter cara bem diferente no Nacional (Foto: Nicoly França / Assessoria de Imprensa do Operário)

Operário já sofreu baixas para a Série D e terá ter cara bem diferente no Nacional (Foto: Nicoly França / Assessoria de Imprensa do Operário)

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Campeão-relâmpago pelo Andraus, Paulo Miranda não definiu destino para 2015

Paulo Miranda, ex-jogador de clubes como Atlético, Coritiba, Paraná e Vasco, conquistou o primeiro título de treinador pelo Andraus

Paulo Miranda, ex-jogador de clubes como Atlético, Coritiba, Paraná e Vasco, conquistou o primeiro título como treinador pelo Andraus

 

O domingo (30) foi especial para o ex-meia Paulo Miranda. Aos 40 anos, o agora treinador, conquistou sua primeira taça na nova função pelo Andraus, que venceu nos pênaltis o Pato Branco por 4 a 2 após triunfo no tempo normal por 3 a 1. A vitória não garantiu o futuro do jovem comandante na equipe de Campo Largo em 2015.

“Não há nada definido. Estou conversando. Inicialmente o acerto foi para estes dois jogos. Tenho proposta de um time da Série A3 de SP e também de um time do Paraná. É ter confiança e ter tranquilidade, pois o mais importante é ter um time para trabalhar”, afirmou Paulo Miranda.

A chegada do treinador, que como jogador foi revelado pelo Paraná e atuou por times do porte de Atlético, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo e Vasco, ao Andraus foi inusitada. O Gigante da Pedreira foi comandado nas rodadas decisivas por um técnico interino, Duílio Morais, que deixou a equipe logo depois de conseguir a classificação ao aceitar o cargo de preparador físico em uma equipe da A2 Paulista. Miranda chegou na quinta-feira anterior ao primeiro duelo da decisão contra o Pato Branco.

“Quando cheguei, disse que não seria fácil, com dois dias para preparar time, mas os meninos assimilaram bem rápido, são sensacionais. Perdemos o primeiro jogo, num jogo difícil, com eles com muita mais vontade, mas nesta semana deu para montar o time direitinho e fiz até algumas mudanças”, explicou.

Com vários títulos como jogador, o primeiro como treinador teve um sabor especial para o ex-jogador, que calçando chuteiras levantou uma Mercosul e a João Havelange pelo Vasco, entre outros. “Primeiro título a gente nunca esquece. Juro para você que, mesmo vários títulos como atleta, este é o melhor título da minha vida e que seja o primeiro de muitos. Estou começando carreira. São apenas oito meses fazendo cursos dentro e fora do país, estudando muito e agora estou aqui realizando meu sonho do primeiro título como treinador”, comemorou. Paulo Miranda já havia treinado Oeste-SC, Gênus-RO e o Francisco Beltrão, justamente o arquirrival do Pato Branco, adversário da decisão.

Comemoração teve um susto fora de campo

Goleiro Jackson sobe no alambrado do Ecoestádio

Goleiro Jackson sobe no alambrado do Ecoestádio

Logo após o fim da decisão por pênaltis, os jogadores do Andraus, especialmente o goleiro Jackson, levaram um susto. A mãe do camisa 1, herói ao defender um pênalti, passou mal nas arquibancadas do Ecoestádio e desmaiou de emoção. O arqueiro de 23 anos pulou o alambrado para ajudar a mãe, que atendida pelos paramédicos, voltou à normalidade e pôde participar dos festejos.

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Recomendo por aí: Atletiba, capas e retorno à vaca

Especial sobre clássicos da Trivela teve capítulo sobre o Atletica (Reprodução/Trivela)

Especial sobre clássicos da Trivela teve capítulo sobre o Atletiba (Reprodução/Trivela)

 

Por nascer e morar em Curitiba, o Atletiba é o clássico brasileiro mais intensamente vivido por mim, inclusive profissionalmente. Para quem não conhece a dinâmica de uma redação, um clássico gera muitos materiais de adianto e especiais. Se for decisão, então, mais ainda, com retrospectos de campanhas de títulos e tal. E de pensar que, pelo resultado da contenda, metade do material nunca vem ao ar. Até rola uma brincadeira de que os jornais poderiam tranquilamente lançar livros sobre matérias que não se concretizaram. Numa semana em que Cruzeiro e Atlético-MG decidiram a Copa do Brasil, a Trivela fez um especial contando de quando arquirrivais chegaram ao auge de maneira simultânea. Um dos capítulos foi sobre a ótima década de 80 da Dupla Atletiba. Confira aqui neste link.

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O site Verminosos por Futebol, lá do Ceará, fez um “Direto do baú” deles. E isso foi com capas do caderno de Esportes do jornal O Povo, quando em seu processo de implantação. Algumas abusam de trocadilhos e brincadeiras com fotos. Confira as 20 manchetes clicando aqui.

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E fechando nosso post, uma importante atualização do caso da vaca que resolveu nascer e o dono do sítio, goleiro de um time amador francês, precisou largar tudo e o time acabou tomando de 20. O Yuri Casari falou com o presidente do clube e revelou o estado de saúde da bovina e do bovininho. 

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