Arquivo da categoria: Opinião

Hora de pegar a BR

Sim. Estamos mudando de casa. O Futebol Metrópole que você conhece agora tem novo endereço. Com um domínio próprio, temos maior possibilidade de crescimento e de termos novidades no futuro. O nosso novo endereço é http://www.futebolmetropole.com.br. Todos os posts anteriores e todo o histórico está lá e você não perde nada. Nos vemos, então?

Você vê as BRS que temos em volta de Curitiba. É clicar e ir para o Futebol Metrópole em seu novo endereço

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Retroperspectiva (IV) – Futebol Amador (e especialmente a Suburbana)

Na quarta e última parte de nossa Retroperspectiva, falamos de Futebol Amador, o que acompanhamos mais de perto no ano.

 

No ínício, uma Taça e uma Copa

A temporada do futebol amador paranaense começou com a Taça Paraná, o estadual da categoria. Os representantes da Suburbana, Nova Orleans (campeão da Série A de 2014) e Nacional (campeão da Série B de 2014), ficaram na primeira fase, em terceiro lugar em suas chaves. A taça ficou com o Fanático de Campo Largo. Os curitibanos de 2016 na competição serão Santa Quitéria e Combate Barreirinha (falaremos deles depois). Fanático e o vice Bandeirantes desistiram do Sul-Brasileiro, jogado em novembro, aí quem foi disputar e sediar foi o Danúbio, de Guarapuava, o terceiro. O título do Sul-Brasileiro ficou com o Rui Barbosa-SC.

Enquanto da Taça Paraná era jogada, alguns clubes que não teriam calendário no primeiro semestre jogaram a Copa de Futebol Amador da Capital. O título ficou com o Capão Raso, que venceu nos pênaltis o Vila Sandra na decisão.

 

A Suburbana do equilíbrio

 

No fim de junho, a Suburbana começou. Um pouco antes, acompanhamos a preparação do Urano em uma série especial. A equipe da Vila São Pedro passou de fase, mas foi eliminada na 2.ª Fase, ficando com a oitava posição.

Foi uma edição marcado pelo equilíbrio. Em uma das chaves das 2.ª Fase, todos os times podiam ter se classificado e o primeiro lugar da chave ficou com o Santa Quitéria, que entrou em quarto na rodada decisiva. Já é clichê dizer que são coisas do futebol que o time que parecia que ia ficar pelo caminho arrancou para o título. Foi isso que o Santa Quitéria fez ao chegar à decisão e bater o Iguaçu, dono da melhor campanha e que liderava o certame quase de ponta a ponta, na decisão com um 1 a 0 em casa e um 0 a 0 movimentado fora.

Na Série B, o Combate Barreirinha se sagrou campeão ao vencer o Uberlândia na ida por 4 a 0 e empatar por 3 a 3 na volta. Os dois estão promovidos à Série A, tomando o lugar dos rebaixados Bangu e Vila Hauer.

Nos juvenis, o Trieste venceu a Série A ao superar o Novo Mundo e o Caxias venceu a Série B ao superar o São Braz.

Para o próximo ano, uma novidade: o técnico Leandro Chibior, campeão pelo Santa Quitéria, anunciou no último sábado a saída do clube. Interessante ver se o clube manterá-se forte na defesa do título e quem serão os desafiantes. Porém, tem muita água para rolar.

Voltando a 2015, aqui no Futebol Metrópole, cobrimos a competição in loco, ausentando-se de apenas quatro rodadas, duas por compromissos, mas que tinham matérias relacionadas no dia, e duas por problemas de saúde. Contando apenas a categoria adulta, fizemos pelo menos um jogo de cada um dos 12 times da Série A e jogos de outras seis equipes da Série B. Esperamos que tenham curtido.

Bônus: cards dos times que cobrimos pelo menos uma partida no Adulto

Série A

A 01 Santa Quiteria

A 02 Iguaçu

A 03 Vila Fanny

A 04 Novo Mundo

A 05 Trieste

A 06 Renovicente

A 07 Nacional

A 08 Urano

A 09 Operario Pilarzinho

A 10 Nova Orleans

A 11 Bangu

A 12 Vila Hauer

Série B

B 01 Combate Barreirinha

B 02 Uberlândia

B 03 Imperial

B 05 Vasco

B 14 Caxias

E assim terminamos nosso 2015. Estaremos em recesso até o começo de 2016. Talvez daremos um post com aquelas estatísticas de acesso que o WordPress manda todo ano. Sendo assim, Boas Festas e feliz 2016 para todos!

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Retroperspectiva (III) – Ano olímpico a proa

 

Em nossa terceira parte da Retroperspectiva, falaremos sobre os Jogos Olímpicos e alguns esportes que vieram à mente algumas questões.

Ano olímpico

É uma das grandes expectativas do ano esportivo. Alguns candidatos a herói olímpico são o remador Isaquias Queiroz, a maratonista aquática Ana Marcela Cunha e os experientes duplistas de tênis Marcelo Melo e Bruno Soares. Neymar terá a dura missão de capitanear uma seleção cheia de pressão na busca pela obsessão do ouro olímpico, único título que falta. Ele deverá ser um dos três jogadores acima de 23 anos do Brasil na disputa.

A Mercedes será batida?

Eis uma das grandes dúvidas da próxima temporada da Fórmula 1, pois as Mercedes sobraram mais uma vez, com o tri de Lewis Hamilton. Quem tem mais potencial de fazê-lo, caso alguém consiga, parece ser a Ferrari, equipe que se aproximou muito no fim de temporada. Será interessante o duelo entre a Renault, que recomprou a Lotus, e será equipe de fábrica e a Red Bull, que insatisfeita com os propulsores franceses, deixará a preparação a cargo da Ilmor e renomeará o motor.

O fim do AIC?

Uma notícia bombástica para o automobilismo paranaense circula neste fim de ano: o fim do Autódromo Internacional de Curitiba. Não é um autódromo público e existe desde 1967. Não dá prejuízo, inclusive lucrou R$ 8 milhões em 2014. É um dos melhores do país, ao ponto de ter sediado WTCC e FIA GT, duas categorias de turismo da FIA em anos recentes. Defensores do local tentam últimas cartadas para o salvar e evitar que o combalido automobilismo brasileiro perca um de seus lugares.

Um dos principais motivos para o fim do autódromo é um dos sócios querer capitalizar todos os investimentos que fez de uma vez só e entregá-lo ao mercado imobiliário. É realmente uma área com potencial de valorização, pois Pinhais, município onde fica o autódromo, é bastante próximo do Centro de Curitiba e extremamente bem servido de transporte coletivo. Este foi o autódromo que serviu de casa para pelo menos quatro brasileiros que chegaram à Fórmula 1: Maurício Gugelmin, Tarso Marques, Ricardo Zonta e Enrique Bernoldi. Será uma pena.

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Retroperspectiva (II) – Futebol profissional no interior do Paraná

Na segunda parte de nossa Retroperspectiva, iremos falar de alguns clubes profissionais do interior do Paraná. Iremos tentar girar no sentido anti-horário.

Operário: um ano (quase) perfeito

O ano de 2015 foi o ano do maior título da história do Operário: o Paranaense. Ajudou também a apagar a incômoda pecha de Centenário Sem Título que assombrava o Fantasma. Na Série D, o acesso fugiu por pouco, frente a um qualificado time do Remo. Prova também que o hiato que houve entre o Estadual e a Série D foi prejudicial ao time, que perdeu atletas, mas que a montagem foi relativamente competente. Em 2016, porém, terá de pegar vaga na D na unha, pois será apenas uma via Estadual. Será uma interessante defesa de título de um dos dois clubes do estado que podem ser considerados os grandes vencedores da temporada que se encerrou.

Londrina: voltando a ter o mínimo do tamanho real

O outro grande vencedor foi o Londrina. O Bi no Paranaense não veio, mas na Série C pintou um acesso consecutivo com o vice-campeonato. Agora, o Londrina está numa divisão nacional que é o mínimo que se espera para um clube do porte em uma cidade do porte de Londrina. Agora é manter um time que permita uma temporada sem sustos e que permita assaltos ao céu.

PSTC: a novidade na elite

O PSTC foi campeão da Segundona Paranaense e estreará na elite em 2016. Será uma situação bem curiosa para um time conhecido por ser revelador de talentos e que vivia apenas de parceria, sem campeonatos profissionais. Há alguns anos, todos os clubes filiados profissionais ativos passaram a ser obrigados a jogar o Estadual adulto. Dos clubes com este perfil, o antigo parceiro do Atlético é o primeiro a alcançar a divisão mais alta. Será um  time cheio de jovens, virará um time gangorra ou o PSTC, que manda jogos em Cornélio Procópio, veio para ficar?

Maringá: calendário definido

O Maringá é um caso raro no interior paranaense. Só ele e o Londrina têm calendário definido para 2016. Por vencer a Copa FPF, a Zebra garantiu vaga na Série D. Bom para um time que fez um Paranaense mediano e apostou certo na competição sub-23.

Toledo: dois vices, um acesso, nenhuma vaga

O Toledo foi vice. O Toledo foi vice. Assim resume-se 2015, com vice na Segundona, que valeu acesso, e um vice na Copa FPF, que não valeu a vaga na D, que agora tem de ser buscada na briga de foice (sete times de doze brigando por uma vaga) no Paranaense.

Foz do Iguaçu: sustos caros

O Foz do Iguaçu jogou o Paranaense 2015 meio que no susto ao herdar a vaga do Arapongas, que se licenciou. Mesmo assim, conseguiu montar time para ser o segundo melhor dos sem divisão e aí faturar uma vaga na D. Porém, a campanha não foi boa, muito pelo hiato entre as competições e a falta de fundos. Em 2016, parece que a luta será pela sobrevivência na elite, mas como quem reage bem a sustos…

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Retroperspectiva (I) – O futebol profissional no DDD 41

No nosso encerramento de ano, vamos fazer uma Retroperspectiva em quatro partes. Mas o que é Retroperspectiva? É um  resumo do ano passado, retrospectiva, e uma pincelada sobre possibilidades para o futuro, perspectiva. Neste primeiro capítulo, o futebol profissional no DDD 41 (Curitiba, Região Metropolitana e Litoral), com os clubes dispostos por ordem de fundação.

Coritiba: um quase bom e um quase ruim

O ano de 2015 deixou o Coritiba perto de duas marcas. O ruim é que ficou no vice-campeonato paranaense. O bom é que se livrou do rebaixamento no Brasileiro, mesmo que tenha sido na última rodada. Foi um ano que se repetiram alguns erros dos anos anteriores com algumas contratações caras e desnecessárias, além de bastidores efervescentes.

A primeira contratação para 2016 é uma boa: Ceará, ex-lateral do Cruzeiro e que despontou para o futebol no próprio Coxa. Resta saber se o time seguirá brigando por títulos no regional e deixará de dar sustos em seu torcedor no nacional, pois esse negócio de sempre lutar contra a degola é perigoso e nem sempre pode-se se salvar.

Rio Branco: imortalidade à prova

Em 2015, o Rio Branco teve mais uma de suas temporadas típicas desde que trocou o mando de jogo na Estradinha pelo Gigante do Itiberê: um quase rebaixamento com salvação na bacia das almas, neste caso o torneio da morte. De olho em ser como 2014 (fez um bom Estadual), o Leão da Estradinha já começou a se mexer trazendo o ícone Ratinho (estava no Remo). É um bom ponto de partida um jogador identificado com o clube.

Atlético: o ano do futebol é sempre o ano que vem?

É costume neste últimos anos que a diretoria do Atlético sempre diz que o tal do “Ano do Futebol” é o seguinte. E pelo jeito não foi 2015, com o time brigando para não cair no Estadual, indo mal na Copa do Brasil e decepcionando na Sul-Americana. O mais positivo foi o Brasileirão, em que conseguiu uma posição tranquila no meio da tabela, a despeito dos prognósticos de briga com a degola, com direito a frequentar o G4 por um tempo. Outro aspecto positivo foi a grande adesão de sócios nas eleições do clube. Resta saber se 2016 será realmente o “Ano do Futebol” ou será uma promessa que ficará para 2017.

Paraná: lado de fora reflete dentro

O lado de fora de campo refletiu dentro no Paraná. Toda a turbulência que resultou na renúncia de Rubens Bohlen pode ser refletida na campanha irregular no Paranaense, em que foi eliminado pelo campeão Operário. Passado o processo, teve diretor dizendo que o clube subiria com três rodadas de antecipação. O que aconteceu foi um time brigando para não cair até perto desse deadline. Com nova diretoria eleita, espera-se criatividade para receitas e reforma da equipe e pelo menos o mínimo de calmaria administrativa para um ano com menos sustos para a torcida.

J. Malucelli: outro ano qualquer?

O J. Malucelli montou uma equipe competitiva para o Estadual em 2015 e chegou perto das semifinais. Sempre vem a dúvida de quando que voltará às competições nacionais e principalmente se as disputará. O time de 2016 com certeza terá algumas caras conhecidas e deverá dar algum trabalho aos adversários. O passo adiante é que é uma incógnita.

Andraus: sobe, desce ou fica

O ano de 2015 foi um ano de afirmação para o Andraus na Segundona. Não voltando para a Terceira e jogando o ano inteiro (participou da Copa FPF), a missão foi cumprida. Resta saber se será apenas um figurante na Segundona ou se tem potencial para seguir os passos do PSTC (ambos surgiram como clubes focados em categorias de base) e pintar na elite estadual.

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Carta aos leitores

Como percebem, este blog é tocado por uma pessoa apenas. Esta única pessoa teve um problema de saúde no último dia 16 de novembro, em que ficou pelo menos seis dias sem andar direito e agora segue em recuperação. Por isso, estamos nos manifestando agora para ao menos tranquilizar nossos leitores e que tenham ciência do que se passa.

O autor do site segue se recuperando, fazendo exames  e consultas e retomando a vida aos poucos. Tão logo tenha condições e liberação média, retomará este espaço e continuará com a cobertura que vinha fazendo.

Peçamos desculpas pelos transtornos e pela interrupção repentina de nosso trabalho. E pedimos a torcida de todos para que voltemos logo a campo e em perfeitas condições de saúde. Obrigado!

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Modelo atual da CBF dificulta renovação de verdade

A crise que abateu a Fifa e causou a renúncia de Joseph Blatter após a prisão de vários dirigentes também pegou a CBF em cheio. Além de ter o vice-presidente e último ex-presidente José Maria Marin preso, o atual, Marco Polo Del Nero, está certamente preparando a renúncia após ter saído praticamente fugido da Suíça e depois ver o nome ligado em esquema de propinas em troca de direitos de transmissão de competições e de venda de votos para escolha de sedes. Por mais que pareça um sinal de mudança, ela não deverá vir de verdade, justamente pelo modelo político da entidade, altamente concentrador de poder e que retroalimenta uma estrutura que inclui as federações estaduais.

Veja a estrutura da parte de cima da confederação: um presidente e cinco vices regionais, estes geralmente ligados às federações estaduais. Na vacância do presidente, quem assume é o vice mais velho, como foi com Marin quando da renúncia de Ricardo Teixeira, este envolvido em caso de propinas para a ISL, empresa que cuidava de marketing da Fifa, e que recentemente é investigado por movimentações suspeitas na época em que comandou a organização da Copa de 2014. Com Marin afastado, o sucessor seria Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense e apoiador da direção.

Curiosamente, especula-se que, no congresso extraordinário marcado para o dia 12 de junho, Del Nero conspira para mudar o estatuto e colocar o deputado Marcus Vicente (PP) como presidente. Ele é o vice da Região Centro-Oeste. O que mudaria na prática sendo um ou outro? Nada e dificilmente mudaria também se houvesse uma nova eleição, pois o eleitorado é muito restrito.

Até poucos anos atrás, votavam apenas os presidentes da federações estaduais. Mais recentemente, o eleitorado aumentou para os 20 clubes da Série A junto com os presidentes de federações. É pouco e tende a manter o cargo dentro de uma mesma oligarquia. Nunca houve uma grande ruptura desde que a CBF foi desmembrada da CBD em 1979. O mais perto disto foi a chegada de Ricardo Teixeira, o que levou a turma de João Havelange, ex-presidente da CBD e então da Fifa (mandou entre 1974 a 1998), diretamente ao poder, pois Teixeira foi genro do quase centenário dirigente.

A CBF é hoje uma entidade que arrecada muito, principalmente com a seleção, mesmo a terceirizando. Por outro lado, os clubes enfrentam dificuldades financeiras e o esporte estagnou tecnicamente, se não regrediu. Poucos têm calendário decente e, longe da elite, atletas vivem rotina de trabalhadores volantes, jogando três meses aqui, três acolá, sem saber onde estará no próximo ciclo.

O jeito mais correto de melhorar a CBF e quem sabe mudar quem está no poder é aumentar o eleitorado de suas eleições (daria poder de voto a 47 delegados eleitos por jogadores e jogadoras e 47 delegados eleitos por treinadores e treinadoras, fazendo um colégio eleitoral tripartite e reproduziria o modelo nas federações estaduais) e abrir suas contas. Eu não acredito que isto vá acontecer sem algum grande choque exógeno e, por mais que o atual seja grande, não creio que seja o suficiente, ainda mais lidando com gente que tem entre uma das maiores características o apego pelo poder. Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

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