Vasco vence Flamengo em “clássico carioca” da Suburbana

Délcio (camisa 11, encoberto) comemora o gol da vitória do Vasco sobre o Flamengo junto com a torcida. Cruzmaltino do Pilarzinho está com 100% de aproveitamento na Série B da Suburbana

Délcio (camisa 11, encoberto) comemora o gol da vitória do Vasco sobre o Flamengo junto com a torcida. Cruzmaltino do Pilarzinho está com 100% de aproveitamento na Série B da Suburbana

O Vasco venceu o Flamengo por 1 a 0, na tarde deste sábado (1.º). Mas não foi no Maracanã e sim no Monte Bérico, no limite entre o São Braz e Santa Felicidade em Curitiba. Não foi pelo Brasileirão e sim pelo Grupo B da Série B da Suburbana. O “clássico carioca” foi decidido com um gol do camisa 11 vascaíno aos 36 minutos do 1.º tempo. Romário? Não: Délcio.

“Nosso time está jogando bem dentro e fora de casa. Foi importante vir aqui fora de casa e vencer este clássico. Vamos pensar passo a passo, passar a primeira fase que depois começa outro campeonato, pois iguala tudo”, afirmou o atacante de 34 anos, que defendeu equipes como Tanguá e Vila Hauer, trabalha em um laboratório ótico e nunca atuou profissionalmente.

A rivalidade entre o Flamengo e o Vasco, ambos com claras inspirações nos homônimos cariocas, vai um pouco além da coincidência dos nomes e de uma relativa proximidade geográfica. “É uma rivalidade sadia. Eles brincam nos campeonatos de [limite de] 50 e 60 [anos] que o Vasco não ganha do Flamengo há uns dois ou três anos. A gente está voltando este ano e sabe que é um jogo difícil”, disse antes do jogo o treinador flamenguista, Alceu Ricardo.

Fundado em 20 de julho de 1972, a Associação Beneficente Esportiva Flamengo usa uniforme rubro-negro similar ao inspirador carioca. A influência também é notada no escudo. O clube esteve inativo das competições adultas nas últimas temporadas e apenas neste ano retornou, mandando seus jogos no Monte Bérico, onde possui sua sede.

O Vasco é um tanto mais antigo, com fundação em 6 de junho de 1937. Seu estádio é o Erondy Silvério, na curva da Rua Raposo Tavares, no Pilarzinho, além de uma sede social na entrada do bairro, que é conhecida por abrigar o Forró Calamengau, o mais tradicional do gênero na cidade. “Apesar deles terem ficado afastados, a rivalidade sempre existe, como um clássico do Norte/Noroeste da cidade. Todo jogo é grande, ainda mais com uma equipe bem treinada pelo Alceu”, declarou antes da bola rolar o treinador vascaíno, Antônio Marcos.

E a vitória pelo placar mínimo manteve a equipe vascaína com 100% de aproveitamento, com nove pontos, em terceiro lugar, com três a menos que o líder São Braz, que jogou uma partida a mais. O Flamengo é o sétimo com três pontos. Sinal que, pelo menos na Segundona da Suburbana, o respeito voltou.

As duas equipes voltam a campo no próximo sábado (8), ambas fora de casa, com os juvenis entrando em campo às 13h30 e os adultos às 15h30. O Flamengo visita o Boqueirão enquanto que o Vasco será recebido pelo Sergipe.

O jogo

A partida começou com certa dose de equilíbrio, com o Flamengo dando as primeiras estocadas, mas cedendo espaço ao time vascaíno. Já no começo do jogo, os dois laterais flamenguistas, Piuí e Robinho, levaram cartão amarelo e por ali virou a chave do jogo vascaíno.

Aos 36 minutos, o Vasco saiu na frente. Délcio recebeu na frente e bateu na saída de Fábio. O atacante foi comemorar com a ruidosa torcida visitante, que ocupou a grade atrás do gol de fundos do Monte Bérico.

Ao passo que o tempo passava na segunda etapa o Flamengo passou a pressionar desordenadamente em busca do empate, porém pecou muito pela ansiedade e excesso de tentativas de ligação direto, ajudando a consagrar a boa defesa vascaína e o experiente goleiro Sassá. Ao Vasco, restou os contra-ataques, puxados especialmente em direção a Délcio e a Sabino, este vindo do banco e mostrando uma boa explosão muscular em arrancadas. Porém, o gol do primeiro tempo foi o que definiu o placar.

Torcida montada

Pode conferir no slideshow. Chegou um momento do jogo em que duas jovens passaram a cavalo por dentro do terreno do Monte Bérico, mais precisamente atrás dos bancos de reservas. Ao redor do campo há uma pista onde é comum passar de carro para utilizar os estacionamentos do lado inverso à entrada, embora a maioria prefira parar no lado da entrada, onde há uma área ampla para parar os automóveis.

Continência ao oficial

Tenente entrou com a camisa 17 do Vasco no final da partida. O apelido não é por acaso, pois o atleta cruzmaltino é tenente da Aeronáutica lotado no Cindacta, que fica no bairro do Bacacheri, em Curitiba, anexo ao Aeroporto do Bacacheri, este usado atualmente apenas para pequenas aeronaves.

Flamengo vence de virada nos juvenis

Na preliminar de juvenis, a vitória ficou com o time da casa. O Vasco saiu na frente logo aos 15 minutos com Luiz Guilherme, mas viu o Flamengo virar a partida ainda na primeira etapa com dois gols de Matheus aos 25 e aos 35 minutos. Na segunda etapa, o time rubro-negro perdeu várias chances e não conseguiu encerrar a partida com uma margem segura no placar.

Curiosamente, o Flamengo começou com apenas 10 jogadores, pois não tinha mais inscritos. Os dois times só ficaram numericamente iguais após uma expulsão no time cruzmaltino ainda na primeira etapa.

Ficha Técnica:

Flamengo 0 x 1 Vasco

Estádio Monte Bérico, São Braz, Curitiba

Flamengo: Fábio; Piuí (Vina), Fernando, Baiano e Robinho; Léo, Mocota (Néverson), Leandro (Maicon), Cesinha; Adriano e Xande (Flávio). Técnico: Alceu Ricardo.

Vasco: Sassá; Nicolas (Robson), Carlinhos, Erick e Joílson; Júlio Guiñazu, Mello, Rafinha (Vandinho) e Marquinhos Fumaça (Thiago); Délcio (Tenente)  e Rafa (Sabino). Técnico: Antônio Marcos.

Arbitragem: Luiz Alexandre Fernandes, Felipe Gustavo Schmidt e Rodrigo Castro dos Santos.

Gol: Délcio (VAS), aos 36’/1.º.

Cartões amarelos: Piuí, Robinho, Leandro (FLA). Júlio Guiñazu, Marquinhos Fumaça, Sabino (VAS).

Confira imagens das partidas:

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